Decisões do Supremo Tribunal Federal contra Raimundo Cutrim são criticadas pelo deputado federal Hildo Rocha
O deputado federal Hildo Rocha (MDB) ocupou a tribuna da Câmara para manifestar solidariedade ao ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim que está cumprindo prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Cidadão íntegro
Ao defender Cutrim, Hildo Rocha destacou a trajetória dele na polícia federal tanto na qualidade de agente quanto de delegado federal classe especial. Também relatou o excelente trabalho realizado por ele como secretário de segurança pública, ressaltando sua atuação no combate ao crime organizado e ao roubo de cargas no estado.
“Raimundo Cutrim foi deputado estadual três vezes no Maranhão, excelente secretário de Segurança Pública, responsável por desbaratar uma quadrilha gigantesca que havia no Maranhão de roubo de cargas e também ter destruído outros grupos criminosos”, destacou o parlamentar.
Críticas ao STF
O ponto central do pronunciamento, porém, foi a crítica à decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes. Hildo Rocha relacionou a prisão domiciliar de Cutrim a uma operação de busca e apreensão envolvendo o jornalista maranhense Luiz Pablo.
De acordo com o deputado, a medida teria como objetivo identificar a fonte de informações utilizadas pelo jornalista em reportagens. Hildo afirmou que Cutrim seria essa fonte e sustentou que, nesse caso, teria sido violado o direito constitucional ao sigilo da fonte jornalística. “A fonte era justamente o Raimundo Cutrim”, enfatizou.
Na avaliação do parlamentar, a situação representa um precedente grave para a liberdade de imprensa e para as garantias constitucionais. “Está se quebrando um direito sagrado, que é o direito ao sigilo da fonte.”
Hildo Rocha foi ainda mais contundente ao classificar a decisão como injusta e questionar a existência de acusação formal contra o ex-secretário.
“Hoje o Raimundo Cutrim encontra-se preso na sua residência, um homem de 72 anos de idade, que tem muitos serviços prestados ao povo brasileiro. Ele não merece o que foi feito contra ele”, afiançou Hildo Rocha.
O deputado também utilizou sua experiência pessoal para reforçar a defesa de Cutrim. Hildo Rocha lembrou que os dois integraram o governo do Maranhão em período semelhante e afirmou conhecer de perto a atuação e a personalidade do ex-secretário.
“Eu conheço ele, fui secretário de Estado na mesma época que ele foi secretário. Excelente pessoa, excelente parlamentar, bom pai de família, grande amigo. Cutrim não merece o que foi feito contra ele.”
Crime de improbidade
O parlamentar afirmou ainda que o caso envolve uma inversão de responsabilidades.
“Quem cometeu o crime de improbidade administrativa, por ter usado indevidamente um carro do Tribunal de Justiça, é que deveria estar sendo criminalizado e não o Raimundo Cutrim que, via jornalismo, denunciou um crime praticado por um Ministro do STF”, desabafou Rocha.
Solidariedade à família
Ao concluir o pronunciamento, Hildo Rocha reiterou sua solidariedade a Raimundo Cutrim, seus familiares e amigos, apresentando o caso como exemplo do que considera uma aberração do Poder Judiciário.
“Portanto, estou aqui para defender a pessoa do Raimundo Cutrim, homem de bem, bom pai de família, bom filho, um bom amigo que está sendo injustiçado pelos membros da Suprema Corte do Brasil”, finalizou Hildo.
