Adolescente é assassinado após postar ameaça a facção criminosa no Facebook

Do blog do Daniel Matos:
A guerra travada entre facções criminosas que atuam em São Luís teve mais um episódio trágico ontem: os assassinatos do adolescente Caik Rocha Ribeiro, de 14 anos, e da jovem Thaís Pinheiro Siqueira, 25, esta última atingida na testa por uma bala perdida dentro de uma igreja evangélica, no conjunto Bequimão. O caso chamou atenção para uma situação cada vez comum e preocupante: a troca de ameaças entre os dois bandos nas redes sociais da internet, que acentua a hostilidade entre os rivais.
Caik, que se dizia membro do Primeiro Comando do Maranhão (PCM), foi perseguido e morto menos de uma semana após ter postado no Facebook uma ameaça ao Bonde dos 40, com o qual o seu bando trava uma batalha sangrenta pelo controle do tráfico de drogas na Ilha, que já resultou em dezenas de execuções de lado a lado.
No último dia 19, Caik escreveu a seguinte mensagem em sua página no Facebook: “fixa passeiro er nois ater oh fim pcm papai 40 aqui morre eh decaptado tah ligado (sic)”. Convertendo para o português correto, o adolescente quis dizer o seguinte: Ficha, parceiro, somos nós até o fim. PCM, papai. 40 aqui morre é decapitado, tá ligado!!!
A ameaça postada por Caik teria deixado os rivais do Bonde dos 40 furiosos, a ponto de os inimigos terem decretado sua sentença de morte. O plano foi concretizado por volta das 19h05 desta quarta-feira e teria sido executado por elementos pertencentes ao núcleo da facção do Pão de Açúcar, bairro vizinho ao Anil. Ao avistarem o rival em via pública, dois homens, cada um em uma motocicleta, passaram a perseguir o adolescente, até encurralá-lo em frente a uma igreja evangélica, na Rua da Ata, onde ele foi fuzilado com vários tiros de pistola .40. No local, foram encontradas nove capsulas de munição da referida arma.
Bala perdida
Thaís Pinheiro Siqueira, que na hora do crime fazia faxina no templo evangélico, foi atingida acidentalmente na testa por um dos disparos e morreu na hora. O corpo da jovem foi levado para Cândido Mendes, sua terra natal, para o velória e o sepultamento. A morte da jovem engrossou as estatísticas de vítimas inocentes da rixa entre o PCM e o Bonde dos 40.
Como Thaís, vários outros cidadãos de bem já perderam a vida em meio ao fogo cruzado entre as duas facções, que precisa ser contido a qualquer custo e o quanto antes.

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