No mesmo dia, duas operações simultâneas da Polícia Federal no Maranhão
PF combate lavagem de dinheiro e transações ilegais de valores, um dos alvos foi no Maranhão.
Apenas nesta quarta-feira (15), a Polícia Federal esteve em solo maranhense cumprindo mandatos de prisão e também busca e apreensão referente a três diferentes operações. O Blog do Domingos Costa não conseguiu descobrir quem foram os alvos no Maranhão.
A primeira, diz respeito a “operação Narcofluxo”, com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores mediante criptoativos no Brasil e no exterior.
A ação decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, em endereços localizados nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.
– Operação Bórgias II
PF deflagra operação para combater crimes previdenciários alvos no Maranhão em Codó/MA e de Bacabal/MA.
A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), a Operação Bórgias II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, de Codó/MA, responsável por uma série de flagrantes e de tentativas de saques de benefícios previdenciários na capital piauiense.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária nos municípios de Teresina/PI, de Codó/MA e de Bacabal/MA. As ordens foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina, da Seção Judiciária do Piauí.
As investigações indicam que o grupo fraudava sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mediante inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, com o objetivo de viabilizar o recebimento indevido. Entre as práticas identificadas, estão o saque pós-óbito, além de benefícios vinculados a pessoas fictícias e a beneficiários vivos.
No curso das apurações, foram identificados 17 subsídios vinculados à atuação da organização criminosa. Parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Bórgias I, o que evidencia a reiteração da prática delitiva.
Diante do prejuízo estimado ao INSS, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 5,3 milhões, bem como a suspensão dos benefícios relacionados ao esquema.
