Mendonça amplia autonomia da PF na investigação do Banco Master
O novo relator do processo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, decidiu ampliar à Polícia Federal maior autonomia na condução da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Master.
Mendonça determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e depoimentos. Na prática, ele retirou as restrições aos trabalhos da PF impostas pelo antecessor na relatoria, o ministro Dias Toffoli.
Com isso, a PF volta a ter autonomia para que distribua a análise e a extração de dados conforme critérios técnicos e administrativos internos, o que não estava acontecendo anteriormente. Toffoli havia determinado em janeiro deste ano que o material apreendido pela PF na operação fosse lacrado e armazenado no STF. O antigo relator ainda determinou que os dados de todos os celulares apreendidos e periciados no caso Master fossem enviados ao STF.
A decisão de Mendonça também autorizou a PF a manter a custódia integral dos bens apreendidos em seus próprios depósitos e a realizar diligências de rotina, como a oitiva de investigados e testemunhas.
