MPF dá 48 horas para PRF explicar ação que matou homem em ‘câmara de gás’; veja nomes dos policiais envolvidos no crime
O Ministério Público Federal (MPF) em Sergipe deu nesta quinta-feira (26) um prazo de 48 horas para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) envie informações sobre o procedimento administrativo instaurado para fins de apuração da abordagem policial, após a morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, no município de Umbaúba, cerca de 100 quilômetros da capital, Aracaju.
O MPF também pediu informações à Delegacia de Polícia Civil da cidade. O homem foi imobilizado e colocado dentro do porta-malas da viatura da PRF.
De acordo com laudo divulgado nesta quinta pelo Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi devido à asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. A Polícia Federal abriu inquérito com o objetivo de apurar a morte do homem.
A PRF disse que usou “instrumentos de menor potencial ofensivo”.
PRFs identificados
Os cinco que registraram boletim de ocorrência policial pela detenção que resultou na morte de Genivaldo são Clenilson José dos Santos, Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Adeilton dos Santos Nunes, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas.
Todos são agentes do Comando de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal no Sergipe e assumem, em documento oficial, compor a “equipe de motopoliciamento tático [que] efetuava policiamento e fiscalização” responsável pela detenção que terminou com a morte de Genivaldo.
O boletim de ocorrência registrado pelos policiais, de número 1510422220525111006, parece tratar de uma ocorrência diferente da registrada em vídeo – ainda que não seja o caso. O documento fala em emprego do uso “diferenciado da força”, que ao ver deles ocasionou uma “fatalidade desvinculada da ação policial legítima”. No documento, os policiais fizeram questão de registrar os “delitos” de “desobediência” e “resistência”.
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