Calor e mudanças climáticas entram na agenda de prevenção das empresas

Encontro promovido por FIEMA, CIEMA, SICAM, MTE e MPT reuniu empresários e profissionais para discutir riscos ocupacionais, saúde e segurança no trabalho.
AÇAILÃNDIA – Os impactos das mudanças climáticas sobre os ambientes de trabalho, a exposição ao calor e os riscos psicossociais estiveram no centro das discussões realizadas nesta quarta-feira (23), em Açailândia. O encontro “NR-01 e Calor – Saúde, Segurança e Produtividade em Tempos de Mudanças Climáticas” reuniu empresários, profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho e demais participantes na Associação Comercial e Industrial de Açailândia (ACIA).
A programação aproximou o setor empresarial de especialistas do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em uma discussão voltada à prevenção e à preparação das empresas diante de mudanças que já afetam as condições de trabalho.
A procuradora do Trabalho Fernanda Maria Mauri Furlanetto e o analista pericial ministerial da Segurança do Trabalho Aldemar Lopes, ambos do MPT, abordaram os impactos das mudanças climáticas no ambiente de trabalho maranhense, além de medidas de adaptação e mitigação, programas de Segurança e Saúde no Trabalho e riscos climáticos.
“Açailândia é um importante polo industrial e, por isso, discutir os impactos das mudanças climáticas no trabalho é fundamental. As empresas precisam identificar os riscos, adotar medidas de prevenção e se preparar para as novas condições, protegendo a saúde dos trabalhadores”, pontuou Fernanda Furlanetto.
PSICOSSOCIAL – Outro tema discutido foi a relação entre riscos psicossociais e a Norma Regulamentadora 01 (NR -1). O auditor-fiscal do Trabalho do MTE, Cléber Nilson Ferreira Júnior, apresentou aspectos relacionados à identificação e avaliação desses riscos à integração com a NR-17 e às medidas de prevenção.
“A gestão de riscos precisa considerar todos os fatores que podem afetar a saúde dos trabalhadores, inclusive os riscos psicossociais. A NR-01 estabelece uma lógica de identificação, avaliação e prevenção que precisa estar integrada à realidade de cada ambiente de trabalho. Quanto mais a empresa conhece seus riscos, mais condições ela tem de agir preventivamente.”, ressaltou o auditor-fiscal do Trabalho do MTE, Cléber Nilson Ferreira Júnior.
Para o setor produtivo, a participação em discussões como essa também representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento e levar novos elementos para dentro das empresas. O diretor Industrial da Aço Verde do Brasil (AVB), Gleucivan Araújo, destacou a importância da
troca de informações entre empresas, especialistas e instituições que atuam na área de Segurança e Saúde no Trabalho.
“Na AVB, já desenvolvemos ações voltadas à saúde e segurança dos nossos colaboradores. Participar de discussões como essa amplia nosso conhecimento, permite trocar experiências e identificar novas possibilidades para aprimorar as práticas de prevenção no dia a dia.”, destacou Gleucivan Araújo.
A iniciativa foi realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), Sindicato das Indústrias de Carvão Vegetal e Celulose (SICAM), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Aço Verde do Brasil (AVB).